Como funciona uma avaliação pelo Método McKenzie?

Quando alguém chega ao consultório com dor lombar, dor cervical, ciática ou desconforto em músculos e articulações, minha primeira preocupação é entender como os sintomas se comportam. A avaliação pelo Método McKenzie®, também chamado de Diagnóstico e Terapia Mecânica (MDT), não se limita ao local da dor. Ela busca identificar a relação dos sintomas com movimentos, posições e atividades do dia a dia.

 

Uma conversa detalhada sobre a dor

Começo fazendo perguntas sobre quando a dor surgiu, onde ela é sentida, se permanece no mesmo lugar ou se espalha para braços e pernas, além das situações que melhoram ou pioram o desconforto. Também considero limitações, rotina, histórico de saúde e objetivos de cada paciente.

 

Avaliação dos movimentos

Em seguida, peço que a pessoa realize alguns movimentos repetidos ou permaneça em determinadas posições. Observo se a dor aumenta, diminui, muda de lugar e se há alteração da mobilidade. Essas respostas ajudam a classificar o problema e a entender se existe um padrão mecânico que pode ser tratado com movimentos específicos.

 

Por isso, o Método McKenzie não é uma sequência igual de exercícios para todos. Duas pessoas com dor na mesma região podem apresentar respostas diferentes e precisar de condutas distintas.

 

Definição do tratamento

Com base na avaliação, explico o que foi observado e, quando indicado, ensino exercícios específicos e orientações para a rotina. O objetivo é reduzir a dor, recuperar os movimentos e ajudar o paciente a reconhecer o que pode controlar ou prevenir os sintomas.

 

A participação ativa é uma parte importante do tratamento. Quero que cada pessoa compreenda o próprio corpo e desenvolva mais autonomia para lidar com possíveis novas crises. Quando a avaliação mostra que o quadro precisa de outra investigação ou abordagem, também faço o encaminhamento adequado.

 

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